Era exatamente madrugada , a tempestade tava tão forte que fazia
barulhos no telhado , parecendo que havia alguém caminhando nele.Minha
imaginação foi indo além começei a imaginar coisas , que tinha um alguém
ali me vigiando pronto para invadir meu quarto e nada daquela chuva
passar , então peguei dois cobertores coloquei sobre meu corpo na
tentativa de fazer desaparecer o tal barulho que vinha do telhado , mas
foi em vão.Quando me vi já estava com a vassoura batendo no telhado com a
sensação de que tinha alguém , querendo me assombrar , me deixar louca.
Olhei o relógio na cômoda já era 5:30 , e eu lá na cama sem conseguir
pregar o olho e o barulho não passava , e só me restava pega o vinho e
ligar o som bem alto com a canção de 'Mellow Mood' e esperar amanhecer.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
A lei áurea é uma farsa
Sim , a tal lei áurea , decretou o fim da escravidão , né? Mais ainda sim nós negros não tomamos "nosso lugar como cidadão" nessa sociedade. A escravidão até hoje nos deixa marcas , se pararmos um pouco e analisar bem há uma grande parte de índios , negros e mestiços também nos lugares mais pobres.Vivemos ainda em conflitos , o fato de que um documento representou a nossa libertação formal não quer dizer nada , ainda sim sofremos o racismo e outras formas de descriminação social e sem falar nas dificuldades de enfrentamos com a saúde , que atinge a maioria dos habitantes nesse Brasil de meu deus.
- QUEREMOS NOSSOS DIREITOS , SOMOS DE CARNE E OSSO COMO VOCÊS. PORRA!
- QUEREMOS NOSSOS DIREITOS , SOMOS DE CARNE E OSSO COMO VOCÊS. PORRA!
segunda-feira, 4 de março de 2013
Como tudo deve ser
Normal se sentir derrubada ás vezes. E aproveitando um lembrete do
pássaro de papel , canto pra mim mesma: houve um tempo de chorar , de
sorrir , de abraçar , de sacudir , de cantar , de rasgar. E envolvo meus
problemas com carinho e vontade superá-los com a determinação de
resolve -los. Não os quero comigo. Desejo minha vida saudável e sempre
adiante, volto a perguntar : Qual a dimensão do seu problema? E eu
respondo: tão grande quanto eu permito que ele seja. Jamais será maior
que eu mesma!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Não deixe que a poesia morra
O beat preso no tempo , baixinho e desritmado .Mandei a palavra rimar , ela não quis me obdecer. Será que a poesia está morta? Por que as aves que gorjeiam , não gorjeiam como lá. Uma rouca voz começou a chamar-me (...). Mas não consigo ouvi-las , por conto do barulho das buzinas , apitos aflitos e sinos. E do nada luz apagou-se! Nasce uma flor na rua , mas suas pétalas não se abrem. Estamos no tempo em que não se diz mais: Meus deus. Não há ninguém , e há todos rendidos ao espanto da voz rouca que tornou a chamar-me e gritar : Não deixe que a poesia morra..
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Em algum lugar , de algum lugar
Quando chega a noite é festa no meu interior.Vejo o brilho do luar da janela e ninguém me ver. Admiro as cores da vida em ré maior, quase nunca vejo dó. Observo, persevero e conservo em algum lugar, de um lugar. Posta ao sol, posta as chuvas e os ventos e eu vou vivendo rodeada de vermes nojentos jogados ao tormento. Gritos de triunfos e gritos de alegria que cabem em poesias. Hey! Sou má como as "Cobras", e ainda acham que sou feita de mel. Enganam-se!. Mesmo sem ar, sem luz, sem razão, tenho sempre o céu como um teto incendiando-me.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
E onde buscas o anjo, sou mulher.
As nuvens que eu via não era de algodão. Ela parecia tão sozinha , e eu só queria a chave para abrir essa prisão. Me deixa ficar aqui com os pés descalços no chão , sob o solo. Deixa-me sentir á tempestade que é vida para minha carne. O mundo gira e me espera! Pintaram tudo de cinza pelas ruas da cidade e não me importa saber quantas guerras terei de vencer. Quero é vencer o inimigo inacessível , tocar o chão ,descobrir como o tempo refaz o que desfez. Sou bandida , solta na vida , sob medida até a ciência provar o contrário e o calendário me encontrar. Deixa eu andar com pés descalços pelas ruas e também á beira mar.
"Meus pés descalços, sentem o asfalto" ( Trecho da música de um grupo de Rap 'Dominium')
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Sente meu flow
Você não entende , por isso tenta apertar minha mente .Só que ninguém entra no meu subconsciente , eu vou e volto como inocente.Vejo vários moleques na rua , querendo ser "gente". A rua é noiz? Agora será que você me entende? Alguns jurados , outros inocente. Não era isso que eu queria pra a gente. O sistema veio tentar atropelar nossa mente. Ô Jah! olhai por seus filhos descrentes.
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