quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Não deixe que a poesia morra

Postado por Ilana Aguiar às 20:46 3 comentários
O beat preso no tempo , baixinho e desritmado .Mandei a palavra rimar , ela não quis me obdecer. Será que a poesia está morta? Por que as aves que gorjeiam , não gorjeiam como lá. Uma rouca voz começou a chamar-me (...). Mas não consigo ouvi-las , por conto do barulho das buzinas , apitos aflitos e sinos. E do nada luz apagou-se! Nasce uma flor na rua , mas suas pétalas não se abrem. Estamos no tempo em que não se diz mais: Meus deus. Não há ninguém , e há todos rendidos ao espanto da voz rouca que tornou a chamar-me e gritar : Não deixe que a poesia morra..

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Em algum lugar , de algum lugar

Postado por Ilana Aguiar às 21:29 0 comentários
Quando chega a noite é festa no meu interior.Vejo o brilho do luar da janela e ninguém me ver. Admiro as cores da vida em ré maior, quase nunca vejo dó. Observo, persevero e conservo em algum lugar, de um lugar. Posta ao sol, posta as chuvas e os ventos e eu vou vivendo rodeada de vermes nojentos jogados ao tormento. Gritos de triunfos e gritos de alegria que cabem em poesias. Hey! Sou má como as "Cobras", e ainda acham que sou feita de mel. Enganam-se!. Mesmo sem ar, sem luz, sem razão, tenho sempre o céu como um teto incendiando-me.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

E onde buscas o anjo, sou mulher.

Postado por Ilana Aguiar às 21:02 0 comentários
As nuvens que eu via não era de algodão. Ela parecia tão sozinha , e eu só queria a chave para abrir essa prisão. Me deixa ficar aqui com os pés descalços no chão , sob o solo. Deixa-me sentir á tempestade que é vida para minha carne. O mundo gira e me espera! Pintaram tudo de cinza pelas ruas da cidade e não me importa saber quantas guerras terei de vencer. Quero é vencer o inimigo inacessível , tocar o chão ,descobrir como o tempo refaz o que desfez. Sou bandida , solta na vida , sob medida até a ciência provar o contrário e o calendário me encontrar. Deixa eu andar com pés descalços pelas ruas e também á beira mar.


                      "Meus pés descalços, sentem o asfalto" ( Trecho da música de um grupo de Rap 'Dominium')


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sente meu flow

Postado por Ilana Aguiar às 22:52 0 comentários
Você não entende , por isso tenta apertar minha mente .Só que ninguém entra no meu subconsciente , eu vou e volto como inocente.Vejo vários moleques na rua , querendo ser "gente". A rua é noiz? Agora será que você me entende? Alguns jurados , outros inocente. Não era isso que eu queria pra a gente. O sistema veio tentar atropelar nossa mente. Ô Jah! olhai por seus filhos descrentes.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sou rua , sou dela

Postado por Ilana Aguiar às 23:44 6 comentários
Dava pra vê-la na sacada da janela , tão movimentada , inquieta , zumbidos de ônibus era só que conseguia escutar. A tranquilidade que transmitia era realmente surpreendente , me fazia ter nostalgia. Eu a admirava sempre na ida pra casa , quando já era noite. O silêncio dela eu sentia no ar , quando envolvia morte. E ela sempre me dizia: Vem comigo! e eu por ser sua , ser dela , não recusava um pedido que fazia-me. É deslumbrante ver a lua iluminado o céu , e o vento então? Oh! ele vinha acompanhado de trechos de canção, as estrelas refletia a calmaria que ela transmitia. Só madrugava nela quem podia, quem é  gangueragem , rua mesmo. Entende?



"Canta pra lua quem pode , na madrugada segura o sacode."(Trecho da música do Rap baiano , Fall Clássico)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Amor sem conta

Postado por Ilana Aguiar às 17:52 0 comentários
No mundo não há quem se compare a ti , tão maciço , ás vezes coerente no desejo , capaz de transformar pensamentos. O amor é assim , é chama que se alimenta do segredo , chama que alenta e consome. Fazendo-me até dormir nas nuvens do amor , debaixo dos laranjais. Um fogo sútil que deixa o corpo leve, suave , selado , permitindo-o ousar sem medo , sem culpa. Pois não da pra se viver nesse mundo sem amor, pois ele é a resistência da alma.


"Amor ás vezes torna-se desamor
Mas ele já chegou a ser amor
Teve sabor , acalentou
E hoje se transformou , mas não
deixe morrer o amor" [..]

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Emoções , desejos e alento

Postado por Ilana Aguiar às 14:40 0 comentários
Saiu pela rua pra beber á tempestade , comer o vento . Amanhã há de ser outro dia , de sonho , fantasia e seus olhos como sempre incendiando de desejo , me bolindo por dentro , apertando meu peito , fazendo-me confessar , que á casa foi sempre sua  e aquela flor não murchou. Ah! minha bela sinto falta desses beiços formados do teu rosto mimoso feito folhas de Jasmim. Ter-me cativo , então me faz deitoso.Meu bem , com você sou quase um lânguido , continua  arrepiando-me as carnes e o cabelo.  Dai-me agora um samba novo , um tom alto , um bem tal mau ordenado , só pra mim [...] Descansa sua alma na minha . Oh! eu não quero levar comigo a má impressão do amor.   E quem sou eu para falar de amor , se o amor me consumiu ?
 

CATCH A FIRE Copyright © 2012 Design by Amanda Inácio Vinte e poucos